quinta-feira, 30 de maio de 2013

Pensa que acabou?




O que é lúdico?
O lúdico tem sua origem na palavra "ludus" que quer dizer jogo, a palavra evoluiu levando em consideração as pesquisas em psicomotricidade, de modo que deixou de ser considerado apenas o sentido de jogo. O lúdico faz parte da atividade humana e caracteriza-se por ser espontâneo, funcional e satisfatório.
Na atividade lúdica não importa somente o resultado, mas a ação, o movimento vivenciado.
É papel da educação formar pessoas criticas e criativas, que criem, inventem, descubra, que sejam capazes de construir conhecimento. Não devendo aceitar simplesmente o que os outros já fizeram, aceitando tudo o que lhe é oferecido. Daí a importância de se ter alunos que sejam ativos, que cedo aprendem a descobrir, adotando assim uma atitude mais de iniciativa do que de expectativa.
Considera-se função da educação infantil promover o desenvolvimento global da criança; para tanto é preciso considerar os conhecimentos que ela já possui, proporcionar a criança vivenciar seu mundo, explorando, respeitando e reconstruindo. Nesse sentido a educação infantil deve trabalhar a criança, tomando como ponto de partida que está é um ser com características individuais e que precisa de estímulos, para crescer criativa, inventiva e acima de tudo crítica.
O lúdico aplicado à prática pedagógica não apenas contribui para a aprendizagem da criança, como possibilita ao educador tornar suas aulas mais dinâmicas e prazerosas.



(FERREIRO,Emilia.”Processo de alfabetização”. Rio de Janeiro: Palmeiras,1998)

A criança e o jogo


Como estudamos em Piaget, o jogo é importante no desenvolvimento da criança, pois o brincar faz com que a criança crie um ambiente simbólico, vivenciando "no faz de conta" a realidade. É interessante ressaltar também que o ato de brincar é intríseco no ser humano, todos nós nascemos com a capacidade de imaginar e criar situações que se aproximam da realidade.
Por esses motivos o brincar desenvolve os aspectos cognitivo e social da criança,pois, quando ela brinca com outras crianças esta interagindo e apropiando-se do relacionamento interpessoal, relacionamento este que permeará todo o decorrer de sua vida.

http://http://www.centrorefeducacional.com.br/ojogosim.html

LUDICIDADE




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como preparar a criança para o Ensino Fundamental I



A saída da Educação Infantil e a entrada no Ensino Fundamental I marcam uma passagem importante na vida das crianças.
 Adriana Carvalho

Quando as crianças deixam a educação infantil e ingressam no Ensino
Fundamental 1 é inevitável pensar: "meu filho já não é mais um bebê". E
é natural que nesse momento apareçam também algumas dúvidas sobre
como ele se sairá nesse novo momento de sua vida de estudante. De fato,
a entrada no primeiro ano traz uma série de mudanças na rotina escolar.
As brincadeiras ainda terão seu espaço, mas seu tempo será diminuído
enquanto a hora de estudar ganhará mais importância. Na mochila, a
boneca ou o carrinho ainda poderão entrar em alguns dias, mas dividirão
espaço com livros e cadernos. As responsabilidades, aos poucos, também
vão crescer: haverá mais lição de casa, provas e notas.
Todas essas mudanças, porém, não devem ser encaradas como um
problema. Elas fazem parte da evolução natural e saudável da vida da
criança. E os pais podem - e devem - ajudar seus filhos a se preparar da
melhor maneira possível para essa transição

Como organizar boas saídas pedagógicas


Trabalhos fora da escola abrem novas possibilidades de aprendizagem. 
Aurélio Amaral

As saídas pedagógicas - diferentemente de passeios e excursões - fazem parte do conteúdo curricular e não podem deixar ninguém de fora. Em muitas redes, a cobrança de qualquer valor é proibida, pois contraria os princípios de igualdade de oportunidades e de gratuidade expressos pela Constituição e pela Lei de Diretrizes de Bases da Educação (LDB).
Vários museus e instituições culturais públicas e privadas de diferentes locais do Brasil recebem grupos gratuitamente e até oferecem ônibus para os alunos se a visita for agendada com antecedência. Fundações e empresas que organizam exposições e eventos temporários também costumam ser receptivos e alguns planejam ações que incluem monitoria especializada, orientação para os professores e transporte para atender às escolas. Vale consultar ainda as Secretarias de Educação, de cultura e de esporte do município e do estado para se informar sobre os projetos destinados a estudantes, além de considerar a possibilidade de negociar valores e de utilizar verbas definidas pelo Conselho Escolar para viabilizar as saídas. 


Organizando uma Feira de Ciências




Para organizar uma Feira de Ciências é fundamental ter senso de equipe, organização, empenho e muita disposição!
Os professores e a coordenação da escola devem ser os responsáveis pela organização desse evento, mas é claro que a ajuda dos alunos é muito importante.
Aos professores e coordenadores cabe a tarefa de prever o evento no calendário escolar, orientar os alunos para o desenvolvimento dos projetos, criar normas para o funcionamento da feira, cuidar da segurança da feira em geral e de cada experimento especificamente, além de orientar a divulgação e montagem.
Para os alunos fica a tarefa mais gotosa e desafiadora: desenvolver projetos inovadores a partir de conteúdos já estudados em sala de aula. É necessário ser criativo e ter espírito de cientista, pois mesmo para experimentos simples, seguimos os passos de um cientista, ou seja: observamos, formulamos hipóteses e criamos o experimento em si para verificar a veracidade dessas hipóteses.
Seguem algumas dicas importantes para sua participação ser nota 10:

Tema: para escolha do tema você deve pensar em algo desafiador, que instigue sua curiosidade para aprender mais, mas também não exagere, pois não adianta escolher um tema que esteja fora de seu alcance de pesquisa. Lembre-se de que alguns fenômenos demoram anos para serem desvendados por cientistas e, portanto você não conseguirá pesquisar em pouco tempo;

 Método científico: além de aprender mais sobre um determinado assunto, o desenvolvimento do experimento deve ajudar a percorrer os passos do método científico, ou seja - observar, especular, formular hipóteses, experimentar, deduzir e chegar a conclusões;

 Materiais: não esqueça de fazer uma lista de materiais que deverão ser utilizados no experimento, isso evitará que passe por apuros nos dias de apresentação;

 Tempo: organize bem o tempo que dispensará para esse trabalho sem deixar de lado as outras atividades escolares;

 Continuidade: escolha um tema que poderá ter continuidade nos anos seguintes, à medida que você vai se aprofundando no conteúdo;

 Anotações: à medida que você vai desenvolvendo suas habilidades científicas, surgirão ideias a todo momento, quando você mesmo imaginar, andando de bicicleta, passeando no shopping, etc., assim, tenha sempre em mãos uma caderneta de anotações para não deixar nada escapar!

ARTES

Como apresentar a música erudita para a turma com o filme "O Segredo de Beethoven"

Introdução

Um compositor genial que perde a audição e não quer que sua tragédia pessoal transpareça para o público. Uma jovem e ambiciosa estudante de conservatório que tem a oportunidade de trabalhar com uma lenda viva. O conhecido drama do alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) ganha tom ficcional no filme O Segredo de Beethoven, sugerido pela professora Valéria Caram, que leciona no colégio Pueri Domus, em São Paulo. "A música erudita é muito distante da nossa realidade e a escola tem de cumprir o papel de despertar o interesse dos estudantes para questões que não façam parte do seu cotidiano." 
Objetivos 
Apreciar a música erudita e conhecer sua história. 
Conteúdos 
Música erudita e história da música. 
Trechos selecionados 
A orquestra ensaiando (29m30s a 30m39s). O momento em que Beethoven percebe que não consegue mais ouvir (54m55 a 57m27s). O trecho final, quando Beethoven, já surdo, rege a orquestra (57m28s a 1h11m14s). 
Atividade 
Pergunte para as crianças quem conhece Beethoven. Ouça o que elas dizem e conte um pouco da história dele, destacando acontecimentos importantes de sua vida, como o fato de vir de uma família de músicos e de ele, desde a juventude, já se dedicar integralmente a ela. Ressalte também sua dedicação aos estudos logo que se mudou para Viena. Passe os trechos do filme e, em seguida diga que todos vão ouvir duas composições de Beethoven e dizer que sensação a música desperta neles. Coloque para tocar, então, a Quinta Sinfonia, que passa a sensação de suspense, e a Nona, mais alegre. 
Avaliação 
Analise o interesse das crianças pela música e coloque para elas ouvirem a Sonata Passionata, bem mais melancólica, e pergunte que sentimento causou nelas.
Professora Valéria Caram
professora do colégio Pueri Domus, em São Paulo

Utilizando filmes em sala de aula



Dicas e sugestões de atividades pedagógicas para o uso de filmes em sala de aula.
Por Danielle Lourenço
10/01/2011

Algumas considerações iniciais
A prática de uso de filmes em sala de aula é tão antiga quanto os videoplayers e suas fitas. Talvez você seja um professor mais novo e tenha vivenciado somente a fase do DVD player e dos DVDs discs e agora do Blu-ray.
O fato é que muitos são os momentos em que os filmes “comerciais” aparecem como elementos pedagógicos no contexto escolar.
Porém, apesar de ser um “velho conhecido” de todos, ainda existem equívocos, tabus e muito desconhecimento acerca desta valiosa prática pedagógica.
Os filmes são potentes recursos audiovisuais, que por meio do enredo, da trama, dos personagens, do lúdico, podem, quando utilizados de modo correto, promover excelentes experiências de aprendizagem! Trabalham com nossas experiências e emoções, abordando diferentes linguagens: falada, visual, musical e escrita.
Quando falamos em usar corretamente, é importante entender que:
a) A prática da projeção do filme em ambiente escolar deve estar alicerçada no planejamento de ensino. Não adianta levar os alunos para a sala de TV ou o vídeo para a sala sem definir exatamente o conteúdo que se deseja trabalhar.
b) O professor deve assistir ao filme com antecedência, marcando as partes, os elementos, as cenas que exemplificam e vivenciam o conteúdo pedagógico proposto, de modo a apontar estes itens durante a execução do filme.
c) Muitas vezes, não se faz necessário que o docente e os alunos assistam ao filme inteiro. Podem-se selecionar os trechos mais significativos que ilustrem e esclareçam a temática em questão.
d) Salvo em época de colônia de férias e para ambientes de educação infantil, o filme em sala de aula não é diversão ou passatempo. Desmistifique isso com seus alunos.
e) Prepare seus alunos para o filme. Em sala de aula, comente quais conteúdos pedagógicos serão “vistos” na projeção em questão, qual o período histórico, os elementos importantes e os vestuários.
f) O item anterior fica totalmente revogado se a sua intenção for surpreender os alunos. Permita que assistam ao filme sem nenhuma orientação e depois retome o assunto em sala de aula, de modo a perceber qual a visão do grupo sobre o assunto, os conhecimentos anteriores que possuem e retome o conteúdo com base nas questões apresentadas por eles.
g) Todo mundo gosta de ver o filme. Isso é uma verdade incontestável. Portanto, assegure que o tamanho da tela da TV seja adequado e garanta a visibilidade do grupo todo. A mesma dica vale para o som. Do primeiro ao último aluno, todos devem estar ouvindo bem. Muitas vezes, os professores reclamam de indisciplina durante as projeções, mas ela pode ser causada pelo fato de que eles, simplesmente, não conseguem ler as legendas ou visualizar a televisão...
h) Alguns docentes solicitam o preenchimento de uma ficha técnica do filme durante a execução dele. O recurso é válido, desde que os alunos tenham condições de preencher tal ficha... Há luminosidade? Há carteiras e cadeiras adequadas?
i) Os filmes apresentam erros conceituais? Ótimo! Aproveite a oportunidade para esclarecer o ponto em questão e também para desenvolver o senso crítico dos alunos, mostrando que nem tudo que está na TV, no filme, no comercial é correto e verdadeiro!
j) Nem só de filmes “prontos” vive a escola quando se fala em recurso audiovisual! Você pode utilizar comerciais, programas televisivos gravados, filmes disponíveis na internet como os disponibilizados para download no portal da Petrobras, além de solicitar que os alunos produzam seus próprios filmes!
k) Curta o momento com seu grupo! Vale todo mundo no chão, com almofadas, pipoca e aquele clima de aconchego que todo mundo gosta de vivenciar e não esquece nunca!

Exemplos de filmes para assistir: Carlota Joaquina, a princesa do Brasil; Tempos Modernos; Bee Movie; Toy History 3; Percy Jackson...

Leitura e produção de textos na alfabetização

Magda Soares Alfabetização

Alfabetização e letramento- Os desafios contemporâneos


quarta-feira, 15 de maio de 2013

JOGOS EDUCATIVOS



Por que utilizar jogos educativos no processo ensino aprendizagem?

       Piaget e Vygotsky são unânimes em suas teorias sobre a importância da utilização dos jogos no processo de ensino aprendizagem.

       Para Piaget os jogos tem dupla função:

       – Consolidam as estruturas já formadas (aprendizagens adquiridas)

       - Dão prazer e/ou equilíbrio emocional à criança. Ele classifica os jogos em várias fases de acordo com as estruturas mentais. As crianças do Ensino Fundamental 1 (6 a 10 anos) se encontram nas fases pré-operatório e operatório concreto, tornando-se imprescindível o contato com o objeto de aprendizagem o que é favorecido através da utilização de jogos.

       Vygotsky realça a influencia do lúdico no desenvolvimento infantil, por meio deles as crianças aprendem a agir, tem a curiosidade estimulada e adquirem iniciativa e autoconfiança, proporcionando o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração.

Para alcançar todo o desenvolvimento que o trabalho com jogos pode oferecer, é necessário estar atento a algumas questões didáticas.

       Veja as vantagens e desvantagens do jogo segundo Grando (2001) no contexto de ensino aprendizagem.

Vantagens

Desvantagens

- Fixação de conceitos já aprendidos de uma forma motivadora para o aluno;

 - Introdução e desenvolvimento de conceitos de difícil compreensão;

 - Desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas (desafio dos jogos);

 - Aprender a tomar decisões e saber avaliá-las;

- Significação para conceitos aparentemente incompreensíveis;

- Propicia o relacionamento de diferentes disciplinas (interdisciplinaridade);

- O jogo requer a participação ativa do aluno na construção do seu próprio conhecimento;

- O jogo favorece a socialização entre alunos e a conscientização do trabalho em equipe;

- A utilização dos jogos é um fator de motivação para os alunos;

- Dentre outras coisas, o jogo favorece o desenvolvimento da criatividade, de senso crítico, da participação, da competição “sadia”, da observação, das várias formas de uso da linguagem e do resgate do prazer em aprender;

 - As atividades com jogos podem ser utilizadas para reforçar ou recuperar habilidades de que os alunos necessitem. Útil no trabalho com alunos de diferentes níveis;

 -As atividades com jogos permitem ao professor identificar, diagnosticar alguns erros de aprendizagem, as atitudes e as dificuldades dos alunos;

- Quando os jogos são mal utilizados, existe o perigo de dar ao jogo um caráter puramente aleatório, tornando-se um “apêndice” em sala de aula. Os alunos jogam e se sentem motivados apenas pelo jogo, sem saber por que jogam;

 - O tempo gasto com as atividades de jogo em sala de aula é maior e, se o professor não estiver preparado, pode existir um sacrifício de outros conteúdos pela falta de tempo;

 - As falsas concepções de que devem ensinar todos os conceitos através dos jogos. Então, as aulas, em geral, transformam-se em verdadeiros cassinos, também sem sentido algum par ao aluno;

 - A perda de “ludicidade” do jogo pela interferência constante do professor, destruindo a essência do jogo;

 - A coerção do professor, exigindo que o aluno jogue, mesmo que ele não queira, destruindo a voluntariedade pertencente a natureza do jogo;

 - A dificuldade de acesso e disponibilidade de materiais e recursos sobre o uso de jogos no ensino, que possam vir a subsidiar o trabalho docente.

Obs:  As vantagens prevalecem sobre as desvantagens e essas são passíveis de correção.